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A reforma do Conselho de Segurança da ONU e a candidatura brasileira

Instituto Diplomacia 28 de junho de 2026
A reforma do Conselho de Segurança da ONU e a candidatura brasileira

Entre o G4 e o Consenso de Unidos pelo Consenso, a posição do Brasil revela tanto sobre o multilateralismo quanto sobre os limites do poder no século XXI.

A reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas é um dos temas mais recorrentes — e mais mal compreendidos — da prova de Política Internacional do CACD. Compreendê-la exige separar a retórica diplomática da mecânica do poder.

O paradoxo da legitimidade

O Conselho foi desenhado em 1945 para refletir a distribuição de poder do pós-guerra. Quase oito décadas depois, a permanência de cinco membros com poder de veto convive com uma Assembleia Geral que multiplicou seus membros e diversificou suas demandas. A assimetria entre representatividade e capacidade decisória é o cerne do impasse.

O Brasil, articulado no G4 ao lado de Alemanha, Índia e Japão, sustenta uma candidatura a assento permanente fundada em critérios objetivos: contribuição a operações de paz, peso econômico e demográfico, e responsabilidade regional. A oposição do grupo Unidos pelo Consenso revela, porém, que o cálculo dos Estados raramente é jurídico — é estratégico.

O que a banca espera do candidato

Não basta memorizar siglas. O examinador busca a capacidade de articular a tradição da política externa brasileira — o multilateralismo, a defesa do direito internacional, a busca por autonomia — com a leitura crítica dos constrangimentos sistêmicos. O bom candidato reconhece que a reforma é improvável no curto prazo e, ainda assim, compreende por que o Brasil insiste nela.

A diplomacia brasileira trata a reforma menos como meta alcançável e mais como afirmação de princípio: a de que a ordem internacional deve repousar sobre regras, e não apenas sobre força.

Para a prova, domine os argumentos dos dois lados, conheça a posição histórica do Itamaraty e saiba contextualizar a discussão na agenda mais ampla de reforma da governança global.

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